Vejo o que faz o veneno à suas vítimas, dia após dia... Agonizam e gritam desesperados, fracos! Cedem aos teus desígnios para amorteceres sua dor; a dor transforma em prazer, mas cega – não são capazes de enxergar o que causam a si mesmos. Cada vez menos lúcidos, cada vez mais afetados.
Atrai-os com tua beleza. Questionável beleza... Por dentro dessa bela capa há podridão e fedor. Maquias com perfume esse teu cheiro carnicento, enfeitas com corações as caveiras que saem de tua boca. Celibatas a tua promiscuidade. Entranhas ressequidas, olhos transbordantes de mentira, boca vermelha de sangue... Miserável! Tuas palavras me causam enjoo, teus gestos, repugnância. Tua baixeza não me causa espanto. Teu caráter se foi junto com tua última gota excretada de sobriedade.
Destrói, corrompe, aniquila, mata, rouba, vicia, corrói, arde, queima, engana, engana, engana... Amargo é o sabor do teu veneno...
Fernanda
